Últimas notícias





Taxas acessíveis já são realidade nas Cooperativas de Crédito
Juro mais baixo é para poucos
Consulte seu IPVA 2012
BC lança moeda comemorativa de Ouro Preto
Nota Fiscal Paulista já devolveu mais de R$ 4 bilhões aos consumidores
Inflação ficará perto de zero nos próximos meses, diz diretor do BC
Entrega do IR 2011 começa em 1º de março
Projeto proíbe uso de celular em locais com caixa eletrônico
Nota Fiscal: brasileiros acham importante, mas nem todos a pedem na hora da compra
Preços ao consumidor devem subir, mesmo com deflação neste mês, diz Mantega
Economia brasileira deve ter crescimento de 7,2% ao final deste ano
Dicas para o uso do Celular no trabalho
Bovespa lança simulador de homebroker
Governo quer diminuir o preço da assinatura mensal de banda larga
Residente não é afetado por nova tributação a investidor de paraíso fiscal
Ministério da Fazenda eleva projeção de crescimento do PIB para 6,5% em 2010
Como desenvolver novos líderes dentro da empresa
6 erros comuns ao escolher uma franquia
Brasil é maior alvo de vírus que rouba dados bancários
Turismo: voltando para casa
notícias / cooperativismo /
08.07.2009 -- tags:  

A contribuição das cooperativas para a saída da crise


Deputado Davi Zaia, novo coordenador da Frencoop/SP, comenta o diferencial dos empreendimentos cooperativos

Comemoramos neste primeiro sábado de julho o 87º Dia Internacional do Cooperativismo, sob a égide da colaboração do sistema para o enfrentamento da crise econômica global, conforme preconiza a Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

A mensagem da ACI, alusiva à data, observa que as cooperativas são mais resistentes às crises do que outros modelos de empresa, como demonstra recente estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a pedido da própria ACI.

A explicação está no modelo de empresa alternativa que caracteriza o empreendimento cooperativo, que em lugar do lucro focaliza os trabalhadores, as pessoas, aumentando o poder dessas no mercado.

Dentre as muitas vantagens descritas pela ACI, está o crescimento da empresa cooperativa em número de associados, capital e volume de negócios. Só no Estado de São Paulo, temos mais de mil cooperativas, que reúnem quase três milhões de cooperados, distribuídas em 10 ramos de negócio (agropecuário, consumo, crédito, educacional, habitacional, infraestrutura, produção, saúde, trabalho e transporte). Elas garantem cerca de 50 mil empregos diretos e centenas de empregos indiretos. No Brasil, o número de cooperativas chega a quase 8 mil, com 7,8 milhões de cooperados, que empregam 255 mil pessoas.

Esse dinamismo contribui para a geração de trabalho e renda, fundamental nos momentos de crise. As instituições financeiras cooperativas, por sua vez, ajudam a expansão do crédito, tão escasso no período que atravessamos. Ainda de acordo com a sua mensagem, a ACI faz um chamado ao movimento cooperativista para que atue junto aos responsáveis políticos para assegurar o reconhecimento da natureza das cooperativas. E alerta para que as cooperativas não sejam excessivamente reguladas, devido ao seu caráter organizativo peculiar. Sem essa compreensão, adverte a ACI, as cooperativas estarão impedidas de dar a sua colaboração para a recuperação da economia mundial.

Entre nós, as cooperativas são regidas pela Lei 5764, de 1971. A legislação federal está merecendo uma revisão para acompanhar os progressos que o sistema vem registrando através dos anos.

O cooperativismo no Brasil deixou de estar circunscrito às suas origens no setor agrícola e hoje se estende a diversos ramos da economia. A Constituição de 1988 procurou acentuar o caráter autogestionário das cooperativas, no qual os próprios associados definem de forma democrática, pelo voto em assembléia, os destinos do empreendimento.

A legislação é ainda complementada pela LC 130, sancionada pelo presidente Lula, em abril deste ano, que cria o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, e regulamenta o ramo crédito, e o PLC 131/08, que regulamenta o cooperativismo de trabalho e aguarda a aprovação pelo Senado.

No nosso Estado, em particular, temos a Lei 12226, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, em 2006, que estabelece a política de apoio ao cooperativismo. Sua regulamentação deu-se em março último.

Entre seus destaques, está o apoio às cooperativas, principalmente, por meio de três secretarias estaduais: Educação, Agricultura e Fazenda. A nova lei oficializa a indicação, pelas cooperativas paulistas, de um vogal na Junta Comercial. Essa alteração assegura mais agilidade na análise da documentação de registro das cooperativas, de forma a evitar erros e prestar aos interessados a devida orientação para a inscrição dos empreendimentos na Junta Comercial.

Na Assembléia Legislativa, a Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista, coordenada de forma brilhante pelo deputado Barros Munhoz, que agora me transfere essa responsabilidade, vai continuar os seus trabalhos em apoio ao cooperativismo. Quanto mais avança essa forma de organização, novos desafios devem ser enfrentados, com o apoio de uma legislação, plenamente adaptada às necessidades e características do cooperativismo.

*Davi Zaia, deputado estadual, 2º vice-presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo e coordenador da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista.


Tópicos Relacionados


Comentários

Nenhum comentário para “A contribuição das cooperativas para a saída da crise”

Deixe um comentário