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Economia brasileira deve ter crescimento de 7,2% ao final deste ano

A economia brasileira deve crescer 7,2% em 2010, segundo a nova estimativa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgada nesta quarta-feira (4) na Pesquisa de Projeções Macroeconômicas da instituição.
A nova perspectiva da Febraban para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil neste ano representa uma leve alta em comparação com a projeção de junho, que era de 7,1% de crescimento. Para 2011, a expectativa também subiu, de uma alta de 4,4% no PIB do País para um incremento de 4,5% no próximo ano.
“A economia volta a crescer (no segundo semestre deste ano), em ritmo moderado, mas volta a crescer. Voltando ao crescimento na faixa de 7%. Estamos em um momento de indefinição, até porque os números vieram um pouco mais fortes, mas os correntes que estão saindo do terceiro trimestre já mostram uma recuperação”, disse o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, em coletiva de imprensa.
Sardenberg salientou que não há outros motivos que possam provocar uma queda no ritmo de crescimento do País, a não ser a taxa básica de juros. “Exceto o ajuste na taxa Selic, você não teria outra coisas que poderia explicar uma desaceleração da economia. O emprego continua crescendo, a política fiscal expansionista, o crédito está com uma disputa importante, qual seria razão que explicaria a desaceleração?”, indagou o economista-chefe.
Inflação
No mesmo relatório, a Febraban destacou que espera uma inflação menor em 2010. Em junho, a entidade previa que o País fecharia este ano com aumento de 5,5% nos preços, enquanto as novas projeções se voltam para uma alta de 5,3% na inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)em 2010. Em 2011, por sua vez, a instituição prevê que o IPCA tenha alta de 4,7%.
Em relação à taxa básica de juros, a perspectiva da Febraban é de que a Selic feche 2010 em 11% ao ano, o que mostra uma redução frente à projeção de junho, quando era esperada uma taxa de 11,75% ao ano para Selic. “Refletindo a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), os números de inflação mais baixos e o cenário externo com crescimento mais fraco, houve uma redução importante na estimativa para a taxa Selic”, disse Sardenberg.
O economista-chefe da Febraban revela ainda que a nova estimativa da entidade pode, porém, não ser atingida. “Podemos ainda ter surpresas em relação a essa estimativa, já que estamos em fase de transição, então ainda é cedo para extrapolar isso como cenário para o restante do ano”, declarou. Vale salientar que a Pesquisa de Projeções Macroeconômicas da Febraban contou com a consulta de 32 bancos entre os dias 29 de julho e 2 de agosto.
Fonte: InfoPessoal
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